Nostalgia de uma pós-universitária

Estou oficialmente graduada, e consta em meu diploma que sou bacharel em Design Gráfico. Estou feliz, concluí o maior objetivo que eu tive durante anos, e quem conviveu comigo sabe o valor que essa conquista tem pra mim.

Mas o post não é sobre isso exatamente. Junto a essa imensa felicidade, bateu a nostalgia repentina. Fazendo uma retrospectiva mental, percebi que deixei de fazer tantas coisas, de vivenciar tantas outras, na fase de universitária, que hoje me dei conta e senti um pouco de raiva de mim mesma.

Gostaria de ter passado mais tempo com os amigos da faculdade, ter participado mais ativamente das festas, churrascos, idas a Praça da Paz, e ao trailer das batatas Fiu fiu (que eu nunca fui por sinal), ter viajado pros eventos tipo Interunesp, N Design, etc. Queria ter vivenciado mais esse ambiente universitário, ter ido estudar na biblioteca mais vezes, bater papo na cantina, participar dos trotes aos bixos, ter tido um contato mais próximo com as pessoas que fizeram parte da minha vida cotidiana durante tantos anos.

Se arrependimento matasse, eu estaria morta. Clichê? Pode ser, mas é a mais pura verdade do que eu sinto agora. Só queria mais tempo, aliás, voltar no tempo. Fazer tudo de novo, de modo diferente, mais consciente. Sinto que há um buraco vazio na minha vida de universitária, como se ficasse faltando algo. No meu caso, faltaram muitas coisas. E é um saco perceber que só algumas pessoas me conheceram como eu sou mesmo, enquanto tantas outras pensam que eu sou fechada, quieta, que não gosto de festas, que não me enturmo. Poxa, eu nem sou assim, e errei ao não mostrar isso.

Não cuspo no prato que comi, mas eu queria ter passado os anos de Unespiana solteira. Um dos maiores problemas foi exatamente esse, NAMORADOS. Passei meus anos de facul sempre como namorada de alguém, esse foi o maior erro. Se ao menos eu estivesse verdadeiramente FELIZ c/ essa condição, não estaria reclamando agora. A verdade é que eu não estava, deixei de participar de festas, eventos que eram importantes p/ mim, porque algum namorado não concordava, não apoiava, causava uma discussão sem fim se eu insistisse, fora a pressão psicológica do ‘vc é quem sabe’. Na boa, deveria ser ‘eu que sei’ mesmo, ter ido e aproveitado, mas na prática eu não sou a única que não age como quer numa situação dessas.

Eu sei, já foi, já passou e não tem conserto, e não adianta chorar pelo leite derramado, e blá blá blá. Tudo bem, vou ter que me conformar mesmo, porque agora já me formei, meus anos como universitária já se encerraram, não tem volta. Só queria colocar tudo isso pra fora, pra ver se essa irritação nostálgica passa…